O Brasil entrou em campo contra a Holanda como uma seleção que queria resgatar "o orgulho" de ser brasileiro com 23 guerreiros em campo.
Uma seleção que se fechou durante as eliminátorias e passou 52 dias enclausuradas, diferentemente da anterior que era uma seleção festeira e indiciplinada.
Mas o que se viu foi que, como a anterior, caímos nas quartas. Não contra a França, mas contra os holandeses. Seleções de filosofias diferentes, mas com o mesmo destino.
O Brasil dominou todo o primeiro tempo. A Holanda não conseguia jogar. Robinho até marcou aos 8 minutos, mas o lance foi bem anulado. Estava em impedimento. Mas, 2 minutos depois , o próprio viria a marcar, depois e um lindo passe em profundidade dado por Felipe Melo. Parecia que viria até um placar mais elástico, tamanho era o domínio brasileiro. Mas, o Brasil foi desperdiçando chances e o placar final no primeiro tempo foi 1 a 0.
15 minutos se passaram e alguma coisa aconteceu. Começa o segundo tempo e o que se vê é um Brasil apático e uma Holanda que meio aos trancos e barrancos vai tentando o empate. Aos 8 minutos em uma cobrança despretenciosa de Sneidjer encontra o empate com a ajuda da falha de Júlio César e Felipe Melo.
O que se vê depois disso é um descontrole total da seleção brasileira que é facilmente dominada pelos holandeses. O segundo gol dos Laranjas parecia inevitável. E acontece aos 23 minutos com Sneidjer de cabeça em uma cobrança de escanteio.
Depois disso apenas desespero dos brasileiros e uma falta de pontaria dos holandeses que poderiam ter ampliado o placar. Mas no final acabou terminando em 2 a 1.
Era o fim de uma era. Era Dunga, que se esqueceu que Copa do Mundo é para jogador de futebol e não apenas para guerreiros. Que ninguém ganha jogo se escondendo de imprensa ou de sua torcida. Que não há esquema tático que vença a habilidade. Isso o Dunga percebeu quando perdendo por 2 a 1, olhou para o seu banco de reservas e não conseguiu encontrar um jogador que pudesse mudar a partida e acabou morrendo com uma substituição a fazer.
Copa é para os melhores. Espero que aprendemos isso.
No outro jogo da chave, Uruguai e Gana fizeram um jogo de muita emoção. Aos 47 minutos do primeiro tempo os ganeses marcaram 1 a zero com Gyan num chute de fora da área. No segundo tempo Fórlan empatou em cobrança de falta.
Veio a prorrogação. E nada de gols, quando aos 15 minutos do segundo tempo um levantamento na área do Uruguai e num bate rebate a bola iria entrar, mas o atacante Suárez colocou a mão na bola cometendo penalti e sendo expulso. Gyan cobra o penalti na trave e a prorrogação termina empata. Nas cobranças de penaltis os uruguaios acabaram vencendo por 4 a 2.
Terça feira se encontram pelas semi finais Holanda e Uruguai.
Para este sábado, meus palpites são:
Argentina 1 x 2 Alemanha.
Espanha 3 x 0 Paraguai.
By Marcelo Rodrigues.